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16 de maio de 2026

Nós sabemos

O sujeito sujeitado não é mais objeto. Não é mais sujeito. É projeto. Projétil. Voltado contra si mesmo. Percepção sem causa e efeito. Dialética?! Liberdade de mão única. Autorreferente. Enfadado e estafado de tudo poder. Nem sempre precisa pagar pela experiência. Vangloria-se das boas ações. Do mercado. Interioriza a violência. Um bom cashback. Para fazê-lo seguir em frente. Um irrefutável promissor futuro que realmente o convença. Tendência é o que deseja. Atenção e construção do conhecimento dispensáveis. Memória e rituais. Agora tudo deve ser útil. Mas nada se sustenta. Fragmentado. O indivíduo não pertence. Sim. Nós, que não barganhamos nossa consciência, sabemos. A quem essa política interessa.

29 de março de 2026

uma imagem

sintomática

identidade algorítmica

engajando os consumidores

a replicarem suas máximas

alienações agora são

desafios cultuados

tristeza

niilismo

saúde mental

repaginadas pelo mercado

estéticas desesperadas

pelo tal sucesso

desesperança performática.