não lhe acolho
enquanto suprimento
não ganho
não perco
não negocio
abdico da vantagem
reconheço
minha dor
desejo inevitável
insatisfeito
com pouco
ou muito medo
imprimo
exprimo
integro esse erro.
não lhe acolho
enquanto suprimento
não ganho
não perco
não negocio
abdico da vantagem
reconheço
minha dor
desejo inevitável
insatisfeito
com pouco
ou muito medo
imprimo
exprimo
integro esse erro.
O sujeito sujeitado não é mais objeto. Não é mais sujeito. É projeto. Projétil. Voltado contra si mesmo. Percepção sem causa e efeito. Dialética?! Liberdade de mão única. Autorreferente. Enfadado e estafado de tudo poder. Nem sempre precisa pagar pela experiência. Vangloria-se das boas ações. Do mercado. Interioriza a violência. Um bom cashback. Para fazê-lo seguir em frente. Um irrefutável promissor futuro que realmente o convença. Tendência é o que deseja. Atenção e construção do conhecimento dispensáveis. Memória e rituais. Agora tudo deve ser útil. Mas nada se sustenta. Fragmentado. O indivíduo não pertence. Sim. Nós, que não barganhamos nossa consciência, sabemos. A quem essa política interessa.